terça-feira, 5 de agosto de 2014

Paciência


A desordem estelar dentro de cada cabeça
Com brincadeiras de deuses e crianças
Que anseiam por um misto de tudo
E que não querem verdadeiramente nada.
Chutam sonhos e driblam esperanças
Como se tudo nos pertencesse por direito
Porque simplesmente sim, sem cobranças.
Ambicionar um todo e não aceitar pouco
Numa apoteose a um mundo sem semelhança
A um outro, onde se gravita pela unidade
E não se mede em disputa ou indiferença.
Onde falcatruas, mentiras são ciência.
Podiam haver domadores de alguma coerência...

Mas o que fazer onde só eu me ouço?
Então que se entendam... Paciência!